sexta-feira, novembro 25, 2011

Não ouço mais as badaladas no relógio


"Ultimamente os dias estão sem cor.
Por mais que eu tente não consigo pintá-los.
E iss
o não tem nada haver com a chuva que cai lá fora.
O barulho dela é a única coisa que ainda me faz bem.
Tem algum vazio dentro de mim que não para de doer.
O sorriso sumiu do meu rosto.
Vonta
de de me deixar levar, sem destino certo.
Ser feito pássaro que se põe a voar. Livre!
Minhas aquarelas não me servem mais, tento pintar alguma coisa só que nada surgi na tela.
Ela continua branca.
Sinto meu coração apertado, tenho o gosto das lágrimas que insistem em não cair e das palavras presas na garganta
Fora isso tenho alguns tantos pontos de interrogação que rodeiam pela minha mente, incógnitas.
Me encontro sentada, com olhos marejados sem certeza de nada, a única que ainda me sobra é a de que dói.
E não é pouco.
Chega a ser irônico em dias cinzentos por dentro, nem as horas gostam de passar.
Não ouço mais as badaladas no relógio"